domingo, 14 de dezembro de 2008

"Por que competir?"- Texto para a ed.14 da revista Wake Brasil

por Teca Lobato


O cenário perfeito do brasileiro em Fortaleza em 2006.


Há controvérsias a respeito do ato de competir. Mas não vou entrar no mérito das pesquisas científicas, o que me intriga mesmo são algumas opiniões a respeito dos campeonatos.
Sempre houve muito romantismo envolvendo os free riders. Realmente, é muito bom andar simplesmente por diversão e por que você ama fazer aquilo. Alguns acreditam que eles são realmente os verdadeiros e autênticos amantes dos esportes de prancha.
Mas então por que alguns escolhem a vida e o crowd das competições?


Bebel passando de half cab no kicker de Araraquara...

Talvez para conhecer pessoas com os mesmos interesses, para acompanhar o nível dos melhores atletas do país ou do estado, para ficar pilhado com o que viu e tentar fazer igual e a mais polêmica de todas essas possibilidades... Para se tornar uma pessoa mais humilde.


Nas vezes que eu comemorei...Foto: Gus Benkes.

Tenho uma visão dos campeonatos bem particular e aberta a discussões. Acredito que acontecem situações nas competições assim como em momentos intensos da nossa vida, aqueles que precisamos agir rápido e sobre pressão. Às vezes, algumas coisas não saem como planejado e então você precisa ter jogo de cintura para encontrar uma saída inteligente. Assim como acontece quando você cai na manobra que você menos esperava, no início da passada.


50-50 na etapa do brasileiro em Guarapari-2008. Foto: Igor B8.


Algumas vezes aquele que você considera o melhor não ganha, surgem novos talentos, o vento entra bem na hora que você vai entrar na água ou você acaba ficando muito nervoso. Outras vezes você acerta tudo e mais um pouco, a raia fica lisa e até mesmo aquela manobra que você costuma errar acaba saindo.
E aí que entra a tal da humildade. Você acaba percebendo que na vida tudo é transitório e que ninguém é perfeito. Não existem pessoas imbatíveis e muitas vezes quando a emoção e o nervosismo falam mais alto as pessoas mostram como elas são realmente.
Tudo passa. Uma geração sucede a outra e o que fica são os amigos que fizemos, o aprendizado que acabamos aceitando e o tanto de risadas e momentos incomparáveis que só um campeonato é capaz de proporcionar.



confraternização no final da ladeira, na bateria do feminino. Overmeeting 2006. Foto: Clara Alonso..

Um comentário:

Luiz Navarro disse...

olha, bonita reflexão! até eu quero competir agora, rs!