terça-feira, 10 de junho de 2008

Ouro de Minas!! A nova geração de wakeboarders mineiros... Matéria para revista Wakebrasil!

FOTOS: Carlos Hauck


Olha Lá !!! A carinha do Beto: indiferentequenofundotaafimqueoproximocaiaparapoderandar !

Minas Gerais tem tradição no wakeboard brasileiro. Representando um dos três estados onde mais rola wake (junto com São Paulo e Rio de Janeiro) e tendo o circuito que atraia o maior número de espectadores, esse estado também é uma das principais fontes de novos atletas. Prova disso são os riders que participam da sessão de fotos para essa reportagem.

Roberto Botelho, Henrique Mandelik, Gustavo Mendes, Jorge Barbi, Vitor Jabour e Guilherme “Phelps”, foram os convidados para a session da nova geração do wakeboard mineiro. Uma molecada que já é a realidade no campo das promessas no esporte e que sem maiores pretensões em cima da prancha, mostram que aproveitam a vida como poucos e sabem se divertir dentro e atrás do barco. A palhaçada é tanta que ninguém passa despercebido, perto deles tudo o que for dito pode ser usado contra você mais tarde.

Mesmo com as águas de março não colaborando e insistindo em fechar o varão nas montanhas mineiras, resolvemos ir mesmo assim tentar buscar alguma luz no fim do túnel e fazer imagens legais.
O lugar escolhido foi a Lagoa dos Ingleses, uma represa a pouco mais de vinte minutos da capital, conhecida em todo o país como uma das principais referências do esporte em Minas, sede de uma etapa do circuito brasileiro e local de treino dos principais atletas do estado.
Abrindo alas, o primeiro a cair na água foi o Henrique Mandelik que com 18 anos, começou a andar de wake a pouco mais de dois com um amigo e há pouco tempo passou para o wakeskate. Ele conta que se identificou um pouco mais com a prancha ”senti mais facilidade e passei a evoluir mais rápido nas manobras”, o que acabou sendo comprovado na última etapa do circuito mineiro em Itaúna. Todo mundo ficou de cara com o tamanho do “F/S SHOVE-IT” que mandou.


O tal do Shove-it do Mandelik! Style!


Aproveitando que para andar de wakeskate o barco não precisa de muito peso, Guilherme “phelps”, entrou na água logo em seguida. O phelps tem esse apelido por ter sido da equipe de natação do Minas Tênis Clube, por bastante tempo. Mas há um ano aproximadamente trocou as piscinas pela lagoa e com o primo começou a andar de wake para posteriormente partir para o wakeskate. O mais palhaço da trupe fazia piadas o tempo todo e afirmou xeretar a vida alheia no Orkut nas suas horas vagas.


phepls também manda shove-it!!!

O próximo a entrar na água tem um sobrenome conhecido, o Gustavo Mendes é sim, irmão do Caju, campeão de quase todos os campeonatos que se inscreve no wakeskate e mostra que tem no sangue a mesma bizarrice que o irmão mais velho. Com 17 anos, assim como o primo “Phelps”, nadava e competia, mas notou que queria mesmo era ficar em cima da prancha. E foi seguindo os passos do irmão mais velho que começou a levar a sério, há mais ou menos dois anos atrás, o wake. Mostrou muito estilo, altura e manobras técnicas, como um Hs blind 180 na lua.


Gustavo´s blind 180!



Toda hora era um tal de “trantrum soleil” do Jorge Barbi, eu já não agüentava mais ouvir falar da tal cambalhota gigante e estilosa até a hora que finalmente ele entrou na água. Definitivamente foi o que andou mais alto e realmente o tantrum do Jorge lembra o Cirque du Soleil. Ele começou a andar há quatro anos com o tio e aprendeu a dar invertido em uma cobra 17 intitulada de Stella. Com 17 anos mostra serviço quando caí na água.


Tantrum Soleil do Jorge, olheiros do Cirque, guardem esse nome!

Vitinho, que começou a andar de wake na escolinha do Gustavo Penna, o “Cabeça”, há mais ou menos dois anos atrás, foi a session mais esperada do dia. Com 17 anos de pura falta de noção, ele atendia aos pedidos da galera e mandava as manobras mais iradas do dia. Mandava e quaaaaaaaase pousava. Era um tal de batwing roll to revert com um ts judô air, um verdadeiro inventor de manobras de wake, que nos presenteou com muitas risadas e vacas inesquecíveis. A pilha dos presentes era tanta que o chasse boat freqüentemente saía da rota, tamanha era a empolgação do piloto.


Batwing do Vitinho não acertou, mas e daí... O Vitinho é nosso ídolo!

Até aí, Roberto Botelho ansiedade em pessoa, já tinha andado quase dez quilômetros, ruído as unhas e arrancado os cabelos de tanta pilha para cair na água. Um menino de um metro e oitenta e dezesseis anos de idade, que já jogou tênis e começou a andar de wake há menos de três anos com um primo. Ele conta que se diverte muito em cima da prancha e por isso trocou um esporte pelo outro. Com muitas manobras na manga, Beto sonha em mandar um sealt bealt batwing e entre todas, a que mais gosta de mandar é um tail blind 180 mais style que eu já vi na vida.


Entre tantas manobras fui escolher logo o backroll! Ficou a dúvida que ainda permanece...Qual foto publicar? Beto Botelho que também é Lobato!

E no final de tarde, ao apagar da luz no fim do túnel, o barco volta ao seu destino inicial, onde pude presenciar o desempenho de cinco elementos, em uma coreografia patética ao som de um clássico dos anos oitenta. Isso mesmo, para concluir um dia de muitas manobras clássicas e gargalhadas nada como um New Order para causar uma pane coletiva.
Fica claro então que o futuro do wake esta em boas mãos, a forma como eles se divertiram, tentaram manobras e incentivaram uns aos outros, deixou no ar uma sensação de que eles sabem como poucos a verdadeira essência de estar sobre uma prancha.

Um comentário:

guilherme_bassi disse...

ham...foi doido demais essa sessionzinha ai...vlw ai teca...ta bacana demais o blog...bjao...tamo garrado no serra no fds